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Aracaju, SE. 06 de setembro de 2010

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26/07 | 11:06h

"A gestão Déda na Segurança Pública foi um fracasso total", define Cacho

"Inoperância em não conseguir verbas para construir presídios irá levar novamente ao caos"

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Cacho: críticas a segurança

Por Joedson Telles

 

Veja as palavras que o candidato ao Senado pelo PPS, o advogado e ex-secretário de Justiça do governo João Alves, Emmanuel Cacho, se vale para definir a política de Segurança Pública do governo Marcelo Déda: "A grande diferença é que a gestão Déda na Segurança Pública foi um fracasso total, propagando uma segurança que ganha bem, mas que não possui operacionalização e planejamento de uma política criminal de prevenção e redução da criminalidade. O resultado foi uma polícia que tapa buracos, e age pontualmente na repressão. O certo é que não houve uma evolução como se imaginou, na medida em que se propôs mudança, que não aconteceu", avalia.

 

Segundo Cacho, a política de segurança do governo Deda é questionável, quando comparada a de outros governos. Ele observa que o ex-secretário Kércio Pinto não teve autonomia na formação da equipe de trabalho, o que causou a paralisia em seu projeto. "A Polícia Militar não se entendia com a Polícia Civil, que não tinha a polícia técnica do seu lado, etc. Nos três primeiros meses, as polícias trabalharam com a expectativa alta, depois foi solapada ao insucesso, quando fecharam a Casa de Detenção sem que fosse inaugurado o Presídio do Santa Maria, transformando a Polícia Civil em carceragem", criticou.

 

Na ótica do advogado Emmanuel Cacho, faltou sinceridade e diálogo com a população. Ele explica que era preciso reconhecer publicamente a complexidade do setor Segurança Pública. "Demorou, iludiu e fracassou. Somente depois da metade do governo, admitiu que não houve melhoras. Na verdade, a mudança ficou na propaganda institucional, e nada foi realizado que proporcionasse segurança pública para o povo. Por outro lado nossas polícias utilizam métodos antiquados e empíricos de investigação. Não existiu investimento nas polícias cientificas e na infra-estrutura nas instalações das delegacias e quartéis", observou.

 

Lembrando sua passagem como titular da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (2003 a 2006), Cacho disse que encontrou o sistema penitenciário de Sergipe como o pior e o mais deteriorado do País. Segundo ele, depois de um trabalho duro de quatro anos e um investimento de aproximadamente R$ 50 milhões, foi possível deixar o estado de Sergipe como 3° melhor sistema prisional do Brasil.

 

"Criei cerca de 1.500 vagas construindo e recuperando as unidades, o que seria suficiente para que o sistema fosse administrado sem crise por quatro anos. Ocorre que nesse atual governo somente foram criadas 150 vagas, mesmo assim num local que levei três anos para conseguir o espaço (Hospital Psiquiátrico Garcia Moreno). Hoje, o quadro volta a ficar deficitário sobre todos os aspectos, uma vez que a inoperância do governo em não conseguir verbas para construir novas unidades irá levar novamente ao caos. Enquanto estive à frente da Secretaria de Justiça, procurei tratar preso como gente dentro dos presídios, apesar de estarem cumprindo pena por qualquer crime que tenha cometido. Eu acredito na recuperação das pessoas, a partir do tratamento adequado que lhes seja dispensado", diz.

 

Da redação Universo Polítoco.com


 

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O último governo de João. O último ano do governo Déda. Comparando os dois governos, o senhor (a) acha que:
O último governo de João Alves foi melhor para Sergipe, que o de Marcelo Déda.
O governo Déda está sendo melhor que o de João.
Não há muita diferença entre ambos.

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