*Atualizada 17h53
Do Universo Político.com
No ínicio da tarde desta quarta-feira, dia 28, a dona de casa Michele Batista dos Santos, de 32 anos, precisou tirar as roupas e ficar apenas de calcinha e soutien, devido à insistência de um vigilante de uma agência bancária de Aracaju, a Caixa Econômica Federal, da praça Fausto Cardoso, de que ela portava algo que proibia o acesso a porta identificadora de metal.
"Mostrei que a única coisa de metal eram os detalhes da bolsa, mas o guarda não acreditou e me fez tirar a roupa. Fiquei muito envergonhada com a calça nos joelhos mostrando a calcinha e sem blusa, só de soutien. Todo mundo olhando", contou ela chorando, em primeira mão ao Universo Político.com e ao Jornal do Dia.
Desesperada e atônita, antes de tirar as roupas, a mulher retirou todos os objetos da bolsa que usava, chegando a deixar tudo espalhado pelo chão, mas o vigilante insistiu que ela portava algo proibido. "No momento, cheguei até a perder meu cartão, quando derrubei tudo da bolsa para ele visse que não tinha nada", disse Michele.
Indignado com a cena, o filho de Michele, que a acompanhava, chamou um policial que passava em frente à Agência para conter a situação. Com a presença da polícia, o gerente foi até o local da cena, porém concordou com o guarda. "O gerente disse que o guarda estava certo, e que até ele se estivesse com algo identificado como metálico não poderia entrar", disse a senhora.
Após o constrangimento, a mulher procurou uma delegacia para prestar uma queixa. Ela também não descarta a possibilidade de mover uma ação por danos morais contra o estabelecimento bancário.
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